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O Projeto
Decomposições do Movimento é uma dança orgânica de corpos pluralizados, plantas e objetos sustentáveis; um processo de percepção poética, transformação e ressignificação da matéria. Trata-se de um projeto educativo que visa estimular o olhar dos integrantes e público trazendo à tona questões sobre meio ambiente, reciclagem, compostagem e sustentabilidade. A proposta surgiu da vontade do artista e proponente Fernando Dalla Nora de continuar aprofundando-se em temas e questões relacionadas à agricultura e sua relação com a natureza, corpo, movimento e territórios, levantados a partir de pesquisas experimentais de criação coletiva em artes integradas realizada junto ao coletivo Núcleo Corpóreo, no qual Fernando é idealizador e artista criador. O projeto é uma pesquisa de criação do artista e proponente Fernando Dalla Nora em colaboração com Gabriel Engster (SC), Babi Fontana (SP) e Victor Costa (SP), consistindo em residências artísticas, oficinas de contrapartida, instalação coreográfica urbana e online, exposição fotográfica, apresentação e performance. O projeto é patrocinado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura (LIC/2020) por meio da Fundação Cultural e Prefeitura Municipal de Balneário Camboriú.
A Instalação
A Instalação Coreográfica do projeto Decomposições do Movimento aconteceu de forma móvel e itinerante na cidade de Campinas - SP em julho de 2021, sendo ambas realizada em múltiplos espaços através de vivências em paisagens naturais e áreas verdes de locais urbanos, bem como em ruas e praças. O trabalho também desdobrou-se no espaço do Instituto Pavão Cultural, deixando vestígios performáticos e instalativos para uma mostra de processo aberta.
Artistas




Fernando Dalla Nora é multi-artista natural de Balneário Camboriú e atuante na área cultural como produtor. É idealizador do coletivo Núcleo Corpóreo onde vem desenvolvendo ações de pesquisa, produção e formação em artes integradas através de projetos apoiados por editais de Leis de Incentivo. Por meio da dança desenvolve projetos de pesquisa, formação continuada e residências em parceria com artistas diversos com foco na experimentação e cruzamento de linguagens artísticas e suas conexões com as novas tecnologias. É bailarino, professor e coreógrafo, pesquisador, performer, DJ, produtor musical e videomaker. Trabalha com somas de linguagens experimentais contemporâneas dentro da dança, artes sonoras, fotografia e audiovisual. Seu interesse é no exercício investigativo, improvisação e construção de narrativas e poéticas, através do corpo, som e imagem.
Gabriel Engster é artista do corpo e artista visual, produtor cultural, autodidata, integrante do Coletivo Núcleo Corpóreo desde 2015 e criador da plataforma de artes visuais À la Gabs [@a.la.gabs.art], na qual atua desde 2012. Em processo de pesquisa cotidiana sobre o movimento e fisicalidades plurais, o multiartista catarinense desenvolve seu trabalho dentro da dança e performance teatral, além de produzir ilustrações, animações, instalações visuais e escritas poéticas. Também ministra vivências imersivas, direções e orientações cênicas, além de produzir e executar projetos culturais. Permeia em todas as linguagens que atua temáticas sobre corpos imaginários e suas possibilidades de se manifestar, seja em impulsos criativos na cena ou na ilustração. Trabalha o corpo disforme, andrógino, múltiplo, abstrato e incógnito, criando através de experimentação investigativa em produções individuais e coletivas.
Babi Fontana é coreógrafa, curadora, artista e pesquisadora da dança. Mestranda em Dança no Programa de Artes da Cena pela UNICAMP/SP, possui especialização Lato Sensu em Dança na área de Corpo, Educação e Diferenças pela Faculdade Angel Vianna/RJ. Estudou Dança Contemporânea no Trinity Laban e no Independent Dance (ID) em Londres. Além do seu trabalho como curadora e educadora da dança, desenvolve uma pesquisa em torno do estudo do gesto, e da expressividade corporal através da Análise do Movimento e da Educação Somática. Seus trabalhos artísticos exploram o processo coreográfico na dança em um estreito diálogo com o cinema e as artes visuais. Entre seus campos de estudo-criação encontram-se particularidades do feminino, gestuais do cotidiano, paisagens urbanas e projetos site-specific. Além de atuar em seus projetos individuais, integra projetos em conjunto com outros artistas. A artista atualmente colabora com o Núcleo Corpóreo (SC), e com o filósofo e cineasta Victor Costa (SP).
Victor Costa escreve, fotografa, dirige e monta trabalhos colaborativos que transitam entre artes visuais e do corpo. Formou-se em filosofia e depois estudou cinema em Cuba. Atualmente faz mestrado no programa de Artes da Cena, no Instituto de Artes da Unicamp. Trabalhou no programa Café Filosófico, exibido na emissora pública TV Cultura (estado de São Paulo); foi produtor de conteúdo do CCBB Rio de Janeiro (Centro Cultural Banco do Brasil) e do Instituto CPFL, centro cultural na cidade de Campinas/SP. Seu trabalho tem foco na documentação de espaços do relato, da crítica e da construção da cena. Mais recentemente foi curador, junto à artista Babi Fontana, da 1ª Mostra de Artes Outras Derivas, projeto de artes integradas realizado no município de Porto Feliz/SP. A partir dos registros audiovisuais da mostra, montou e dirigiu, em colaboração com Babi Fontana, o documentário Outras Derivas (2018), selecionado para o 13º Festival de cinema latino-americano de São Paulo. Colaborou nas performances Escape (2018); Dança-Pixo (2016); Sobre pelos e restos (2014) e What do you do while you wait? (2014), realizada em Londres em conjunto com o Grupo X de improvisação em dança, de Salvador/BA e Babi Fontana. Em 2013 foi editor de conteúdo da exposição Fronteiras, que reuniu trabalhos de mais de 10 artistas na galeria Sergio Porto, Rio de Janeiro, com realização do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGAV/UFRJ).






















































